Sobre o projeto
Um convite para pensar a Psicanálise em face à cultura e à sociedade. Um saber teórico que ganha forma em ressonância com o mundo.
O desejo de pensar o sujeito para além de suas formulações intrapsíquicas, mas enquanto alguém que se constitui enredado em um laço social; associado ao desejo de discutir a teoria psicanalítica para além daquilo que está contido nas disciplinas curriculares engendram o surgimento do PSOCULT | Psicanálise, Cultura e Sociedade. Esse espaço que é, ao mesmo tempo, projeto de extensão e grupo de estudos dedicado à leitura, discussão e transmissão da Psicanálise.
O projeto estruturou-se, no início, como um grupo de estudos, com encontros semanais com estudantes de Psicologia para a leitura e discussão de um texto social de Freud A proposta era simples e rigorosa ao mesmo tempo: ler com calma, pensar em conjunto e discutir suas implicações contemporâneas.
Depois, nos movimentamos, e passamos a propor um evento ao final do semestre, aberto à comunidade, com tema escolhido em grupo, a partir do que emergiu ao longo dos encontros.
O objetivo dessa atividade extensionista é, portanto, analisar criticamente uma obra freudiana, articulando seus conceitos a manifestações culturais, a conflitos sociais contemporâneos, e aos tipos de existência e de adoecimento que vemos na atualidade. Além de oportunizar o acesso dessas discussões à comunidade, de forma a promover reflexões sobre a vida cotidiana.
Posteriormente, o interesse na transmissão da Psicanálise fez surgir uma outra frente do PSOCULT: o Ciclo de Seminários em Psicanálise. Ao longo de 2026 foram realizados eventos mensais, aos sábados, em parceria com o Núcleo de Psicanálise do Norte do Paraná; com seminários temáticos, realizados por psicanalistas convidados e destinados a acadêmicos de Psicologia, profissionais e à comunidade.
Grupo de estudos dos textos sociais do Freud, com encontros semanais de leitura e discussão de uma obra em articulação ao cenário social contemporâneo.
Projeto de Extensão, com proposta de viabilizar o acesso às discussões e reflexões do grupo através de divulgação via redes sociais e a promoção de um evento semestral aberto à comunidade.
Cultura do Ódio: subjetividade em tempos de violência, o primeiro evento promovido pelo PSOCULT, reuniu mais de 100 pessoas, entre psicólogos, estudantes e curiosos de diferentes áreas de atuação.
A criação do Ciclo de Seminários em Psicanálise movimentou centenas de alunos ao longo do ano para estudar conceitos e temas psicanalíticos.
Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921) é o texto que está sendo discutido no segundo semestre de 2026. Em um Brasil de redes sociais, discursos de ódio e líderes autoritários, notamos que a questão dessa obra ainda está viva.
Manifesto
Freud escreveu sobre o luto, sobre a guerra, sobre o mal-estar que a civilização produz em quem vive dentro dela. Escreveu sobre o ódio, sobre a massa, sobre o que acontece quando o sujeito desaparece dentro de uma causa maior do que ele mesmo.
Isso foi no início do século XX. Mas quem olha para o que acontece hoje, nas redes, nas ruas, nos discursos que circulam socialmente, percebe que Freud ainda está falando.
O PSOCULT existe porque acredita que esse diálogo precisa circular. Não pode ficar só nas clínicas, só nas bibliotecas, ou em eventos fechados.
A psicanálise tem algo a dizer sobre o tempo presente. E o tempo presente tem algo que os interessados em psicanálise precisam escutar.
Estudar com rigor, sem abrir mão da acessibilidade. Criar o espaço onde a teoria ganha forma em ressonância com o mundo.
Não ensinamos psicanálise. Praticamos o diálogo que ela torna possível. Esse é o laço que o PSOCULT propõe.
Propósito
Por quê
A psicanálise nasceu para ouvir o que as pessoas não conseguem dizer sobre si mesmas. O PSOCULT existe porque a cultura e a sociedade também têm esse não-dito — e Freud nos ensina a ouvi-lo. Acreditamos que o saber psicanalítico não pode ficar trancado em consultórios e bibliotecas. Que a teoria ganha forma quando dialoga com o mundo. Que pensar junto é diferente de pensar sozinho.
Como
Através do estudo semestral de obras freudianas lidas em chave contemporânea, de encontros semanais que tornam a teoria viva no cotidiano dos estudantes, do Ciclo de Palestras que convida psicanalistas para esse diálogo em público, e de eventos que abrem essa conversa para além dos muros da universidade.
O quê
Um projeto de extensão universitária em Psicanálise, Cultura e Sociedade, vinculado à Unicesumar e coordenado pela Profa. Ma. Raelly Benetti — um espaço onde Freud encontra o presente. Um lugar onde a teoria ganha forma.
Como funciona
Texto do semestre
A cada semestre, o projeto escolhe um texto de Freud como eixo. Não apenas como leitura histórica — mas como lente para enxergar o presente. A metodologia: ler de perto, ler junto, ler em voz alta com o mundo.
Encontros semanais
Toda semana, estudantes da Unicesumar se reúnem para ler e discutir o texto freudiano do semestre. Um espaço de rigor e diálogo — onde a teoria ganha concretude no cotidiano de quem está aprendendo.
Ciclo de palestras
Uma vez por mês, aos sábados, psicanalistas convidados se juntam ao PSOCULT para explorar os princípios da psicanálise freudiana em diálogo com a cultura contemporânea. Eventos abertos à comunidade — estudantes, profissionais e curiosos.
Próximo capítulo
Freud escreveu esse texto em 1921 sobre o que mantém uma massa coesa — o líder, a identificação, a perda da individualidade — numa Europa que estava prestes a descobrir o nazifascismo.
O PSOCULT lê esse texto hoje, num Brasil de redes sociais, discursos de ódio e líderes autoritários. A pergunta está mais viva do que nunca.
Sigmund Freud
1921 · Texto do semestre
O que faz uma multidão agir como um só corpo? O que acontece com o sujeito quando ele se dissolve numa massa? Freud responde com uma precisão que ainda inquieta.
Participar do projeto