Sobre o projeto
O PSOCULT nasceu de uma pergunta simples: o que Freud diria sobre o que acontece hoje? Não como exercício acadêmico — mas como necessidade. A psicanálise tem algo a dizer sobre o tempo presente. E o tempo presente tem algo que ela precisa escutar.
Narrativa de origem
O PSOCULT nasceu dentro de uma disciplina de Fundamentos Sociológicos e Filosóficos da Psicologia na Unicesumar. A coordenadora, Profa. Ma. Raelly Benetti, percebeu que a teoria psicanalítica não precisava ficar restrita à sala de aula — que Freud tinha algo a dizer sobre o que os estudantes viam fora dela.
Desse incômodo produtivo veio a ideia: criar um espaço onde o saber psicanalítico dialogasse com a cultura e a sociedade contemporânea. Não um clube de leitura, não um grupo terapêutico — um projeto de extensão universitária com método e propósito.
O projeto ganhou estrutura com dois movimentos: encontros semanais com estudantes da Unicesumar para leitura e discussão do texto freudiano do semestre, e o Ciclo de Palestras — um evento mensal aos sábados com psicanalistas convidados, aberto à comunidade.
A metodologia é simples e rigorosa ao mesmo tempo: ler de perto, ler junto, ler em voz alta com o presente.
Nos Fundamentos Sociológicos e Filosóficos da Psicologia, a Profa. Raelly percebe que Freud fala de algo além da sala de aula.
Encontros semanais com estudantes da Unicesumar e um evento mensal aberto à comunidade, aos sábados.
O evento de encerramento provou que a proposta ressoava além da universidade. Estudantes, profissionais de saúde mental e curiosos — de diferentes áreas — convocados por Freud.
O texto de 1921 lido em 2025 — num Brasil de redes sociais, discursos de ódio e líderes autoritários. A pergunta está viva.
Manifesto
Freud escreveu sobre o luto, sobre a guerra, sobre o mal-estar que a civilização produz em quem vive dentro dela. Escreveu sobre o ódio, sobre a massa, sobre o que acontece quando o sujeito desaparece dentro de uma causa maior do que ele mesmo.
Isso foi no início do século XX. Mas quem olha para o que acontece hoje — nas redes, nas ruas, nos discursos que circulam com velocidade e sem escrúpulo — percebe que Freud ainda está falando.
O PSOCULT existe porque acredita que esse diálogo não pode ficar trancado. Não pode ficar só nos consultórios, só nas bibliotecas, só nos círculos de quem já chegou até a psicanálise por outros caminhos.
A psicanálise tem algo a dizer sobre o tempo presente. E o tempo presente tem algo que a psicanálise precisa escutar.
Estudar com rigor, sem abrir mão da acessibilidade. Criar o espaço onde a teoria ganha forma — não apesar do mundo, mas em ressonância com ele.
Não ensinamos psicanálise. Praticamos o diálogo que ela torna possível. Esse é o laço que o PSOCULT propõe.
Propósito
Por quê
A psicanálise nasceu para ouvir o que as pessoas não conseguem dizer sobre si mesmas. O PSOCULT existe porque a cultura e a sociedade também têm esse não-dito — e Freud nos ensina a ouvi-lo. Acreditamos que o saber psicanalítico não pode ficar trancado em consultórios e bibliotecas. Que a teoria ganha forma quando dialoga com o mundo. Que pensar junto é diferente de pensar sozinho.
Como
Através do estudo semestral de obras freudianas lidas em chave contemporânea, de encontros semanais que tornam a teoria viva no cotidiano dos estudantes, do Ciclo de Palestras que convida psicanalistas para esse diálogo em público, e de eventos que abrem essa conversa para além dos muros da universidade.
O quê
Um projeto de extensão universitária em Psicanálise, Cultura e Sociedade, vinculado à Unicesumar e coordenado pela Profa. Ma. Raelly Benetti — um espaço onde Freud encontra o presente. Um lugar onde a teoria ganha forma.
Como funciona
Texto do semestre
A cada semestre, o projeto escolhe um texto de Freud como eixo. Não apenas como leitura histórica — mas como lente para enxergar o presente. A metodologia: ler de perto, ler junto, ler em voz alta com o mundo.
Encontros semanais
Toda semana, estudantes da Unicesumar se reúnem para ler e discutir o texto freudiano do semestre. Um espaço de rigor e diálogo — onde a teoria ganha concretude no cotidiano de quem está aprendendo.
Ciclo de palestras
Uma vez por mês, aos sábados, psicanalistas convidados se juntam ao PSOCULT para explorar os princípios da psicanálise freudiana em diálogo com a cultura contemporânea. Eventos abertos à comunidade — estudantes, profissionais e curiosos.
Próximo capítulo
Freud escreveu esse texto em 1921 sobre o que mantém uma massa coesa — o líder, a identificação, a perda da individualidade — numa Europa que estava prestes a descobrir o nazifascismo.
O PSOCULT lê esse texto hoje, num Brasil de redes sociais, discursos de ódio e líderes autoritários. A pergunta está mais viva do que nunca.
Sigmund Freud
1921 · Texto do semestre
O que faz uma multidão agir como um só corpo? O que acontece com o sujeito quando ele se dissolve numa massa? Freud responde com uma precisão que ainda inquieta.
Participar do projeto