Coordenação do Projeto · Unicesumar
Mestra em Psicologia Clínica · Psicanalista · Pesquisadora
"Acredito que Freud não é um clássico empoeirado — é uma lente viva para ler o que acontece na cidade, nas relações, na cultura que nos atravessa todo dia."
foto da coordenadora
Sobre Raelly
Sempre me interessei pelo que está por baixo do que as pessoas dizem. Talvez por isso a psicanálise tenha me encontrado antes de eu a procurar — ela acontece nesse espaço entre o que se fala e o que se quer dizer, e é exatamente aí que eu me sinto em casa.
Sou mestra em Psicologia Clínica e atuo como psicanalista e docente na Unicesumar, em Maringá. Minha pesquisa orbita sempre em torno de uma mesma pergunta: como o inconsciente se manifesta nas formas culturais que compartilhamos? O que Freud nos diz sobre o ódio que circula nas redes, sobre os líderes que seguimos, sobre os filmes que nos assustam?
Acredito que o conhecimento psicanalítico precisa sair das clínicas e dos congressos. É por isso que o PSOCULT existe — para criar um espaço onde estudantes, profissionais e comunidade possam ler Freud juntos, sem simplificar, mas sem tornar hermético.
Trajetória acadêmica
Por que o PSOCULT existe
O PSOCULT nasceu de uma inquietação que eu tinha dentro de sala de aula: os alunos sabiam os conceitos, mas tinham dificuldade de enxergá-los na vida. E a vida estava ali — nas notícias, nos filmes, nas conversas cotidianas — gritando em freudiano.
Então propus um experimento: e se estudássemos um livro de Freud por semestre, mas conectando cada capítulo com algo que está acontecendo agora? A adesão foi imediata. O que era um grupo de estudo virou um projeto de extensão, depois um ciclo de palestras, depois uma marca.
O que me move é ver um estudante de Administração ou de Direito entrar numa palestra achando que psicanálise é coisa de terapeuta, e sair querendo reler Freud. Esse deslocamento — isso é o PSOCULT.
Áreas de interesse